Avaliação do bem-estar subjetivo em adolescentes: Relações com sexo e faixa etária

Doralúcia Gil da Silva, Débora Dalbosco Dell'Aglio

Resumo


O estudo do bem-estar subjetivo com adolescentes justifica-se pela importância da identificação e promoção de aspectos positivos nesse período do desenvolvimento. O sexo e a faixa etária têm sido associados à variação da satisfação de vida e afetos positivos e negativos. Assim, este trabalho teve por objetivo avaliar o nível de BES de adolescentes, a partir de um índice que engloba a avaliação de afetos positivos e negativos e a satisfação dos adolescentes com relação aos domínios específicos de suas vidas, observando a associação com sexo e faixa etária. Foram aplicadas a Escala Multidimensional de Satisfação de Vida e a Escala de Afetos Positivos e Negativos para Adolescentes em 426 estudantes (média de idade 14.91 anos; DP=1.65) de escolas públicas de Porto Alegre. Foram observadas médias mais altas entre os meninos nas dimensões satisfação com a família, autoeficácia e bem-estar. As meninas apresentaram maior satisfação com as amizades, maiores níveis de afetos negativos e menor satisfação com a vida. Tais dados indicam a necessidade de intervenções que promovam aspectos positivos entre as adolescentes.


Palavras-chave


Bem-estar subjetivo, Adolescência, Sexo, Faixa etária.

Texto Completo:

PDF

Referências


Benatuil, D. (2004). El bienestar psicológico en adolescentes desde una perspectiva cualitativa. Psicodebate: Psicologia, Cultura y Sociedad, 3, 43-58.

Benetti, S. P. C., Pizetta, A., Schwartz, C. B., Hass, R. A., & Melo, V. L. (2010). Problemas de saúde mental na adolescência: Características familiares, eventos traumáticos e violência. Psico-USF, 15, 321-332.

Camargo, S. P. H., Abaid, J. L. W., & Giacomoni, C. H. (2011). Do que eles precisam para serem felizes? A felicidade na visão de adolescentes. Revista Semestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, 15, 241-250. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572011000200006

Coenders, G., Casas, F., Figuer, C., & González, M. (2005). Relationships between parents’ and children’s salient values for future and children’s overall satisfaction. A comparison across countries. Social Indicators Research, 73, 141-177. http://dx.doi.org/10.1007/s11205-004-3233-0

Diener, E. (2000). Subjective well-being: The science of happiness and a proposal for a national index. American Psychologist, 55, 34-43. http://dx.doi.org/10.1037/0003-066X.55.1.34

Diener, E. (1984). Subjective well-being. Psychological Bulletin, 95, 542-575.

Diener, E. (2006). Guidelines for national indicators of subjective well-being and ill-being. Applied Research in Quality of Life, 1, 151-157. http://dx.doi.org/10.1007/s11482-006-9007-x

Diener, E., & Seligman, M. E. P. (2004). Beyond money: Toward an economy of well-being. Psychological Science in the Public Interest, 5, 1-31.

Diener, E., Suh, E., & Oishi, S. (1997). Recent findings on subjective well being. Indian Journal of Clinical Psychology, 24, 25-41.

Diener, E., Suh, E. M., Lucas, R. E., & Smith, H. L. (1999). Subjective well being: Three decades of progress. Psychological Bulletin, 125, 276-302.

Field, A. (2009). Análise de fatores exploratória. In A. Field (Ed.), Descobrindo a estatística usando o SPSS (pp. 553-605). Porto Alegre, RS: Artmed.

Freire, A. N., & Aires, J. S. (2012). A contribuição da psicologia escolar na prevenção e no enfrentamento do bullying. Revista Semestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, 16, 55-60. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572012000100006

Fujita, F., Diener, E., & Sandvik, E. (1991). Gender differences in negative affect and well-being: The case for emotional intensity. Journal of Personality and Social Psychology, 61, 427-434. http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.61.3.427

Huebner, E. S., Drane, W., & Valois, R. F. (2000). Levels and demographic correlates of adolescent life satisfaction reports. School Psychology International, 21, 281-292.

Lima, R. O., & Ardigó, M. I. F. (2011). Bullying: Prevenção, punição e políticas públicas. Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIV, 95. http://www.ambitojuridico.com.br/site/?artigo_id=10937&n_link=revista_artigos_leitura

Ministério da Saúde, Brasil. (2010). Viva: Vigilância de violências e acidentes, 2008 e 2009. Brasília: Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de análise de situação de saúde.

Nolen-Hoeksema, S., & Girgus, J. S. (1994). The emergence of gender differences in depression during adolescence. Psychological Bulletin, 115, 424-443.

Noronha, A. P. P., & Mansão, C. S. M. (2012). Interesses profissionais e afetos positivos e negativos: Estudo exploratório com estudantes de ensino médio. Psico-USF Bragança Paulista, 17, 323-331. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712012000200016

Passareli, P. M., & Silva, J. A. (2007). Psicologia positiva e o estudo do bem-estar subjetivo. Estudos de Psicologia (Campinas), 24, 513-517. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000400010

Pessalacia, J. D. R., Menezes, E. S. M., & Massuia, D. (2010). A vulnerabilidade do adolescente numa perspectiva das políticas de saúde pública. Bioethikos, 4, 423-430.

Poletto, M., & Koller, S. H. (2011). Subjective well-being in socially vulnerable children and adolescents. Psicologia: Reflexão e Crítica, 24, 12-25. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722011000300008

Reina, M. C., Oliva, A., & Parra, A. (2010). Percepciones de autoevaluación: Autoestima, autoeficacia y satisfacción vital en la adolescencia. Psychology, Society, & Education, 2, 55-69.

Sarriera, J. C., Saforcada, E., Tonon, G., Vega, L. R. L., Mozobancyk, S., & Bedin, L. (2012). Bienestar subjetivo de los adolescentes: Un estudio comparativo entre Argentina y Brasil. Psychosocial Intervention, 21, 273-280. http://dx.doi.org/10.5093/in2012a24

Sarriera, J. C., Paradiso, A. C., Abs, D., Soares, D. H., Silva, C. L. E., & Fiuza, P. J. (2013). O bem-estar pessoal dos adolescentes através do seu tempo livre. Estudos de Psicologia, 18, 285-295. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2013000200014

Segabinazi, J. D., Giacomoni, C. H., Dias, A. C. G, Teixeira, M. A. P., & Moraes, D. A. O. (2010). Desenvolvimento e validação preliminar de uma escala multidimensional de satisfação de vida para adolescentes. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26, 653-659. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722010000400009

Segabinazi, J. D., Zortea, M., Zanon, C., Bandeira, D. R., Giacomoni, C. H., & Hutz, C. S. (2012). Escala de afetos positivos e negativos para adolescentes: Adaptação, normatização e evidências de validade. Avaliação Psicológica, 11, 1-12.

Seligman, M. E. P., & Csikszentmihalyi, M. (2000). Positive psychology: An introduction. American Psychologist, 55, 5-14. doi: 10.1037/0003-066X55.1.5

Serafini, A. J., & Bandeira, D. N. (2011). A influência da rede de relações, do coping e do neuroticismo na satisfação de jovens estudantes. Estudos de Psicologia, 28, 15-25. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2011000100002

Strelhow, M. R. W., Bueno, C. B. O., & Câmara, S. G. (2010). Percepção de saúde e satisfação com a vida em adolescentes: Diferenças entre sexos. Revista Psicologia e Saúde, 2, 42-49.

Suldo, S. M., & Huebner, E. S. (2006). Is extremely high life satisfaction during adolescence advantageous?. Social Indicators Research, 78, 179-203. doi: 10.1007/s11205-005-8208-2

Vera, E., Thakral, C., Gonzales, R., Morgan, M., Conner, W., Caskey, E., . . . Clark, S. (2008). Subjective well-being in urban adolescents of color. Cultural Diversity & Ethnic Minority Psychology, 14, 224-233. http://dx.doi.org/10.1037/1099-9809.14.3.224




DOI: https://doi.org/10.14417/ap.1218

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN (in print): 0870-8231 | ISSN (online): 1646-6020 | Copyright © ISPA - Instituto Universitário, 2012 | O portal e metadados estão licenciados sob a licença Creative Commons 'CC BY-NC '