A inserção do lúdico no tratamento da SIDA pediátrica

Ivana Drummond, Jorge Andrade Pinto, Weslley Silva Santana, Celina Maria Modena, Virginia Torres Schall

Resumo


Este trabalho descreve o significado atribuído por usuários e equipa a uma brinquedoteca que atende crianças e adolescentes seropositivos para SIDA. Elegeu-se como estratégia metodológica a pesquisa qualitativa através da observação participante e entrevistas semi-estruturadas. O grupo estudado constituiu-se de 57 sujeitos e as informações foram trabalhadas na perspectiva da análise de conteúdo, através das seguintes categorias temáticas: A Brinquedoteca como espaço terapêutico, espaço de acolhimento, de troca de experiências; favorecedor da adesão, como “empowerment” (empoderamento) e na formação de recursos humanos. Segundo os entrevistados, no espaço lúdico, os sujeitos podem elaborar suas vivências, podendo favorecer o tratamento e a adesão. O brincar também trouxe uma grande contribuição na humanização do ambulatório. Possibilitou aos familiares trocas de experiências, compartilhamento de vivências e reflexão sobre a condição da seropositividade. Ressalta-se a alternactiva de monitoria por parte de adolescentes seropositivos, caracterizando a brinquedoteca como espaço de (re)significação do tratamento e melhoria na auto-estima.


Palavras-chave


Brinquedoteca; Educação em saúde; Lúdico; SIDA pediátrica

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DOI: https://doi.org/10.14417/ap.154

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