Desenvolvimento estético em crianças, adolescentes e adultos jovens

Teresa Almeida Rocha, Francisco Peixoto, Saúl Neves Jesus

Resumo


Este artigo foca-se no desenvolvimento estético de crianças, adolescentes e adultos jovens, a um nível teórico e empírico. As teorias mais relevantes no domínio do desenvolvimento estético são mencionadas. O principal objetivo do estudo foi testar a teoria de Parsons, de maneira empírica e precisa, caracterizando como a apreciação estética é desenvolvida. Em termos dos principais pressupostos metodológicos, existem duas posições teóricas na pesquisa atual sobre desenvolvimento estético, as de Housen e Parsons. A abordagem de Parsons demonstrou ser mais eficaz quando adaptada a faixas etárias mais jovens (crianças). A pesquisa empírica realizada neste artigo utilizou a sua entrevista para entender o nível de desenvolvimento estético de 100 participantes, divididos em 5 faixas etárias (de 4-5 anos a 18-20 anos). Os resultados dessas entrevistas individuais suportam a ideia de que a estética se desenvolve naturalmente e se correlaciona positivamente com a idade. Além das descobertas sobre o desenvolvimento estético, os dados confirmam a ideia de descentração progressiva, sublinhada na afirmação de Parsons de que os estágios estéticos dependem “da nossa capacidade crescente de assumir os pontos de vista dos outros”.

Palavras-chave


Artes, Desenvolvimento estético, Experiência estética, Psicologia do desenvolvimento, Pintura.

Texto Completo:

PDF (English)

Referências


Acer, D., & Ömeroðlu, E. (2008). A study on the effect of aesthetic education on the development of aesthetic judgment of six-year-old children. Early Childhood Education Journal, 35, 335-342. Retrieved from https://doi.org/10.1007/s10643-007-0193-4

Almeida-Rocha, T., Peixoto, F., & Neves de Jesus, S. (2014). Measuring aesthetic development. In M. Milcu, R. B. Wubbolding, & I. Testoni (Eds.), Proceedings of the 7th International Conference on Modern Research in Psychology: Modern research in health, education and social sciences (pp. 269-277). Bucareste: Editura Universitara. Retrieved from https://doi.org/10.5682/9786062801533

Augustin, D., & Leder, H. (2006). Art expertise: A study of concepts and conceptual spaces. Science, 48, 135-156.

Brunner, C. (1975). Aesthetic judgment: Criteria used to evaluate representational art at different ages. Unpublished doctoral dissertation, Columbia University, New York.

Chen, J. (1997). An examination of theories of aesthetic development with implication for future research. Humanities & Social, 42, 13-27.

D’Onofrio, A., & Nodine, C. F. (1981). Children’s responses to paintings. Studies in Art Education, 23, 14-23. Retrieved from https://doi.org/10.1080/00393541.1981.11650298

Fleiss, J. L. (1981). Statistical methods for rates and proportions (2nd ed.). New York: John Wiley.

Franz, T. (2002). Educación para la comprensión crítica del arte: Un modelo de análisis [Education for the critical understanding of art: An analysis model]. Arte, Individuo y Sociedad, 14, 27-47.

Gabellieri, P. (2010). A relação entre arte e moral: O moralismo moderado de Nöel Caroll. [The relationship between art and morals: The moderate moralism of Nöel Caroll]. Tese de Mestrado, Departamento de Filosofia, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, Lisboa.

Gardner, H. (1994). The arts and human development. London: BasicBooks.

Housen, A. (1983). The eye of the beholder: Measuring aesthetic development. Cambridge, MA: Library, Harvard University.

Jolley, R., Zhi, Z., & Thomas, G. (1998). How focus of interest in pictures changes with age: A cross-cultural comparison. International Journal of Behavioral Development, 22, 127-149.

Lachapelle, R. (1991). Aesthetic development theory and strategies for teaching contemporary art to adults. Canadian Review of Art Education, 18, 100-113.

Machotka, P. (1963). Le développement critères esthétiques chez l’enfant [The critical development of aesthetic in childhood]. Enfance, 16, 357-379.

Machotka, P. (1966). Aesthetic criteria in childhood: Justifications of preference. Child Development, 37(4), 21-28.

Milbrath, C. (2008). Developmental preferences and strategies for visual balance in aesthetic compositions. In C. Milbrath & H. M. Trautner (Eds.), Children’s understanding and production of pictures, drawings & art: Theoretical and empirical approaches (pp. 261-291). Cambridge, MA: Hogrefe.

Parsons, M. (1987/1992). Compreender a arte: Uma abordagem à experiência estética do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo [How we understand art: A cognitive development account of aesthetic experience]. Lisboa: Editorial Presença.

Piaget, J. (1983). Piaget’s theory. In P. Mussen (Ed.), Handbook of child psychology (Vol. 1, pp. 103-128). New York: Wiley.

Rabb, N., Nissel, J., Alecci, A., Magid, L., Ambrosoli, J., & Winner, E. (2016). Truths about beauty and goodness: Disgust affects moral but not aesthetic judgments. Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, 10, 492-500.

Rossi, H. (2003). Imagens que falam: Leitura da arte na escola [Pictures that speak: Art reading at school]. Rio de Janeiro: Mediação.

Trautner, H. (2008). Children’s developing understanding and evaluation of aesthetic properties of drawings and art work. In C. Milbrath & H. M. Trautner (Eds.), Children’s understanding and production of pictures, drawing & art (pp. 237-259). Cambridge, MA: Hogrefe.

Vygotski, L. (1979). El desarrollo de los procesos psicológicos superiores [The development of higher psychological processes]. Barcelona: Editorial crítica.




DOI: https://doi.org/10.14417/ap.1657

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Nº ERC: 107494 | ISSN (in print): 0870-8231 | ISSN (online): 1646-6020 | Copyright © ISPA - CRL, 2012 | Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa | NIF: 501313672 | O portal e metadados estão licenciados sob a licença Creative Commons CC BY-NC