Vazio que é vazio, vazio que é procura. (Des)encontros. Procurar o (no) vazio no e pelo Rorschach

Ana Paula Nascimento, Maria Emília Marques

Resumo


No presente trabalho, as autoras propõem-se pensar as questões do vazio. Quais os mecanismos psíquicos de sujeitos face às perdas, as consequências da perda, as diferentes formas de poder ou não perder. A partir do mito de Deméter, e da sua procura, e tendo como ponto de partida a impossibilidade do ciclo ↔ partida → antecipação vazia → regresso ↔, pela intolerância ao vazio, que é morte de sujeito e objecto, procuramos aferir que encontros permite este ciclo, e quais as qualidades desse mesmo encontro. Para que isso fosse possível, foi usado o Rorschach, pensando o processo resposta como um processo que provoca um sentimento de caos, de dispersão, de vazio de sentido. Como lidarão os sujeitos com estes sentimentos de vazio, com esta necessidade de criação e transformação? Que mecanismos serão usados face a um novo objecto que será apresentado, face à sua dispersão e face à necessidade de dar uma resposta, que dê sentido a este novo objecto? Dotando o Rorschach de novas dimensões de análise, específicas para este estudo, permitimo-nos observar caminhos percorridos no encontro com objectos, significar sujeitos que se mobilizam numa procura e pensar atentamente as diferentes formas dessa procura.


Palavras-chave


Avidez; Desistência; Luto; Melancolia; Procura interminável; Rorschach; Vazio

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DOI: https://doi.org/10.14417/ap.231

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