Transformações psicomitológicas no Rorschach

Luís Miguel Barreiros, Maria Emília Marques

Resumo


Procuramos estabelecer, através do processo-resposta Rorschach, o acesso aos mitos pessoais, pelo que propusemos uma metodologia assente na construção de uma grelha, que denominamos por grelha psicomítica, enquanto estruturadora da narrativa Rorschach. Através de uma revisão teórica onde procurámos estabelecer a natureza e essência do mito, tal como está expresso no paradigma lévi-straussiano e na psicanálise, avançámos os pressupostos epistemológicos subjacentes à construção da grelha psicomítica rorschachiana identificadora dos mitos pessoais no aparelho psíquico. O material usado como exercício de demonstração foi num protocolo retirado de uma das obras de Chabert (1998/2000), de um indivíduo de nome Régis, diagnosticado como sendo uma esquizofrenia paranóide.

Na aplicação da grelha a este protocolo, o Rorschach foi entendido como um processo semiótico assente numa constante transformação de mitos pessoais entre si. A dinâmica desta transformação foi demonstrada através da fórmula canónica dos psicomitos, de Lévi-Strauss (1955/1970) e do conceito de série complementar ou equação etiológica das neuroses, de Freud (1916-17/1981), enquanto conceitos subjacentes à grelha dos psicomitos. Seguindo as transformações dos psicomitos de Régis determinámos qual o mito pessoal prevalecente que presidia ao seu aparelho mental na altura da aplicação da prova. Concluímos com o conceito de “transformações psicomitológicas” enquanto paradigma de análise do Rorschach.


Palavras-chave


Mito pessoal; Rorschach; Transformações psicomitológicas

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DOI: https://doi.org/10.14417/ap.233

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