Interrupção Voluntária da Gravidez: Intervenção psicológica nas consultas prévia e de controlo

Ivone Patrão, Gwen King, Miguel Almeida

Resumo


Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez é realizada desde 2007, após publicação da lei da Assembleia da Republica número 16/2007 de 17 de Abril. Não existem investigações portuguesas quanto à possível conduta psicopatológica da IVG, contudo, esta foi analisada em outros países. Apesar dos resultados serem pouco claros e não concordantes, é sabido que este é um momento delicado da vida de uma mulher podendo gerar nesta um variado leque de sentimentos. Na legislação em vigor, o processo de uma IVG inclui a possibilidade de apoio psicológico à mulher, tanto na consulta prévia, como na consulta de controlo. Neste processo de apoio é essencial que haja empatia, ausência de preconceito e flexibilidade por parte do psicólogo. Tendo em conta a especificidade deste momento, é necessário que o psicólogo dê a conhecer à mulher todo o processo, assim como as possíveis consequências envolvidas. É importante que o psicólogo acompanhe a mulher na sua tomada de decisão assim como em eventuais sentimentos que esta pode desenvolver ao longo de todo o processo como o medo, a dúvida, a ansiedade, a culpa, o luto. É também imprescindível que a temática de contracepção e de planeamento familiar seja discutida com a paciente. Esta consulta poderá ajudar a mulher a lidar com todo o processo de IVG, e com os seus sentimentos, assim como evitar consequências mais graves a nível psicológico.


Palavras-chave


Interrupção voluntária da gravidez; impacto emocional; intervenção psicológica

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DOI: https://doi.org/10.14417/ap.499

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