Ajustamento psicossocial, ajustamento diádico e resiliência no contexto de desemprego

Inês Margarida Dimas, Marco Daniel Pereira, Maria Cristina Canavarro

Resumo


No contexto socioeconómico atual, o confronto com condições de maior ou menor adversidade no trabalho, onde podemos enquadrar o desemprego, pode desafiar a vida pessoal e relacional dos indivíduos. No presente estudo transversal, analisamos a adaptação pessoal (sintomatologia psicopatológica e qualidade de vida), relacional (ajustamento diádico) e resiliência individual no contexto de desemprego. A amostra foi constituída por conveniência e incluiu 15 casais em que um dos elementos estava desempregado e 22 casais, com ambos os elementos empregados. O protocolo de avaliação incluiu os seguintes instrumentos: Inventario de Sintomas Psicopatologicos (BSI); Instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde – WHOQOL-Bref; a Escala de Ajustamento Diádico – Revista (EAD-R) e a Connor-Davidson – Escala de Resiliência (CD-RISC). Os resultados encontrados sugerem que os participantes desempregados atribuem uma maior importância a relação do que os seus parceiros. A resiliência do desempregado mostrou-se associada a menor sintomatologia psicopatológica, a melhor perceção de QdV e a melhor ajustamento diádico. O presente estudo exploratório permitiu contribuir para conhecer melhor a adaptação individual e conjugal ao desemprego, sobretudo devido a escassez de estudos nesta area, deixando ainda pistas futuras de investigação.

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DOI: https://doi.org/10.14417/ap.615

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