As relações de pares de jovens socialmente retraídos

João Correia, António J. Santos, Miguel Freitas, Olívia Ribeiro, Kenneth Rubin

Resumo


O presente estudo tem como objetivo caracterizar as relações sociais de jovens retraidos, quer com o grupo de pares, quer com os seus melhores amigos. Os dados foram recolhidos com base em 3 instrumentos: o Extended Class Play — que permite captar as avaliações que os pares fazem do comportamento, funcionamento e reputação sociais dos colegas —, as Nomeações de Amizade e o Friendship Quality Questionnaire — destinado a aceder às perceções que os sujeitos têm de vários aspetos qualitativos da sua melhor amizade. No que diz respeito às relações sociais, verificámos que os jovens socialmente retirados eram descritos pelos pares como sendo significativamente mais isolados, excluídos e vitimizados, mas também mais pró-sociais do que os seus colegas. Por outro lado, não diferiam destes no número, nem na qualidade de amizade relatada, ainda que tendessem a ter amigos significativamente mais isolados e excluídos, bem como menos agressivos do que os adolescentes do grupo de controlo. Os resultados estão de acordo com a literatura, refletindo-se sobre as dificuldades sociais que os jovens retirados enfrentam, bem como sobre o possível efeito protetor da participação numa melhor amizade.


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DOI: https://doi.org/10.14417/ap.870

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