Emoções face à matemática e progressão na escolaridade – Estudo longitudinal com alunos do 5º e 7º anos de escolaridade

Lourdes Mata, Francisco Peixoto, Vera Monteiro, Cristina Sanches

Resumo


À medida que os alunos progridem na escolaridade enfrentam novos desafios que poderão ter influência nas emoções vivenciadas em contexto educativo. Para uma melhor compreensão desta problemática desenvolvemos um estudo longitudinal com o objetivo de estudar as emoções de alunos do 2º e do 3º ciclos, face às aulas e testes de matemática, com a sua progressão na escolaridade. Em paralelo analisámos se o género e o desempenho a matemática introduziam alguma especificidade nas emoções vivenciadas. Participaram neste estudo 1266 alunos, que foram seguidos durante 3 anos e que no ano do início da recolha de dados 674 (53.2%) estavam no 5º ano e 592 (46.8%) no 7º ano de escolaridade. Os alunos responderam, uma vez por ano, a um questionário sobre as emoções que sentiam nas aulas e testes de matemática (aborrecimento, desânimo, zanga, ansiedade, prazer, orgulho, alívio). Os resultados apontam para um decréscimo global das emoções positivas e um aumento das emoções negativas. Contudo, mostram também que a ansiedade, a zanga e o alívio evidenciam um padrão diferente comparativamente às outras emoções com as mesmas valências. O desempenho e o grupo (5º/7º) também mostraram ser variáveis importantes para a compreensão das emoções com a progressão na escolaridade

Palavras-chave


Emoções, Matemática, Escolaridade

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