Representações mentais maternas: Um caso de trigémeos

Sara Almeida, Áurea Ataíde, Maria João Nascimento, Pedro Caldeira da Silva

Resumo


É bem conhecido o facto de a representação mental materna influenciar as interacções mãe-criança e desta forma o desenvolvimento psicoafectivo do bebé. Com os trabalhos de D. Winnicott e de W. Bion torna-se mais evidente a importância do mundo fantasmático da mãe na construção do sentido da identidade da criança. Em 1980, com o artigo Ghosts in the Nursery, Selma Fraiberg enfatiza a importância das fantasias mentais maternas na génese da patologia da relação mãe criança ou na formação de sintomas nesta. A propósito de um caso clínico de trigémeos, os autores propõem-se realizar uma reflexão teórica sobre as representações mentais maternas num contexto de generalidade. O caso clínico apresentado foi observado na nossa unidade a pedido dos pais, por necessidade de inserção das crianças num Infantário.

À data da primeira consulta, os bebés tinham quatro meses, sendo dois do sexo masculino e um do sexo feminino. Pela observação, tornaram-se evidentes as diferenças da interacção mãe-criança em relação aos três bebés. Assim, uma questão nos surgiu: existirá uma única representação materna para todas as crianças, sendo a representação individual subsidiária desta, ou existirão à partida representações maternas diferentes? Para uma abordagem mais objectiva desta questão e do caso cliníco, utilizámos os seguintes instrumentos: entrevista R – método de avaliação das representações maternas de Daniel Ster, Cristianne Robert-Tissot et al. – e a Escala de Temparmento de Bates-ICQ.


Palavras-chave


gémeos; representação mental materna; Entrevista R.

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DOI: https://doi.org/10.14417/ap.124

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